Sim, como é bom saber o que quero.
Agora sei que mergulhei de cabeça na piscina alcoólica e lúgubre da inércia corporativa do nosso previsível futuro papai-mamãe.
Posso sentar-me libidinosamente em poltronas imaginárias, as quais insistem em me engolir da maneira mais aveludada possível.
Caem ninhadas de filhotes-filhos e posso prever a minha indiferença quanto à rotina e aos Karlos de minha vida.
Sem mais, desisto. Quero paz, conforto. Rendo-me a políticos corruptos – ou políticos – e a todos os domingos de futebol – ou circo, ou pão.
Empurro com a barriga, mais precisamente, com meu imenso umbigo, todo e qualquer pensamento guevarista desse meu planificado caminho.
Essas certezas limpam a alma. Piso em todas as minhas dúvidas. As enterro. O trabalho de podar possíveis ramos e raízes, deixo para o grande irmão. Que grande amigo!Fácil será morrer na cama, sem remorso, sem saber.
sábado, 28 de junho de 2008
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