sábado, 15 de dezembro de 2007

Garota das Esfihas

Me vejo em teus olhos.
Sou apenas. Passageiro.
Quero dizer tudo.
Que te quero,
Quem sou,
Onde vou,
Se fui, não vou,
Não, não vou...

Beberrões

Beberrões!
Xingam os chefes,
Agridem a rotina,
Labutam em vertigens,
Dizem verdades.

Beberrões!
São peças quebradas,
Quebram as peças,
Seus jogos, disformes,
Caminham no ar.

Beberrões!
Bobos-palhaços,
Alegria constante,
Esquecem a idade,
São a liberdade.

Beberrões!!

Cordas

Todos tinham que escrever.
Essa explosão-vontade liberta as artes!
As vibrações, enfim, vibram.

Sensações

Lamberei a nuca dos teus olhos

Porei minhas mãos suadas em teu cérebro
Sussurrarei em tua alma
Morderei tuas entranhas
Esmagarei os teus pulmões
Minha presença não se vê
E verás que porra nos fazem
os insensatos sentidos do homem comum.

Emergir

Ah, olha o mundo
Nasci há pouco
Antes, sempre nadando para respirar
Na simplicidade oceânica do mundo,
quase me afogaram!
Mas, respirei...
E foi um ar tão puro, tão inocente,
tão leve, intenso,
diferente,
Tão.

Abrir Marcha

Nós conhecemos o tempo
A preocupação é toda homérica
Coragem vem com o vento
nessa louca vida histérica

Traia-me em palavras
Em mim, as faculdades
despejando as amarras,
Despertando genialidades

Vemos todos os espaços
que se escondem nos segundos
Sem medo damos passos,
somos famosos vagabundos

Na escuridão subterrânea,
nos conselhos da mais alta torre
Não caímos da montanha
Em frente meus queridos!