sábado, 28 de junho de 2008

Extraordinária

Sinto que a alma acalma, o coração respira, os pensamentos descansam.

Entrei flutuante no vácuo contínuo do que é amar.

Passou a visitar meus sonos, meus sonhos; chego a confundir onde tem fim.

Enrosco-me em pontas-duplas, que adoro – porque não duplicar?

Perco as razoes da estética, paradigma dos homens. Dissipou-se a estranha necessidade de julgar.

Hoje arrisco, vou pra cima. Sei que nosso amor é fogo.

O dia é imprescindível. Interrompo a rotina – a não ser pelo nosso diário e incansável ócio-reprodutivo.

Desconhecemos a politicagem do amor, excessos da mentira, névoas da incerteza.

A pureza, sempre pureza.

Sem o saudosismo dos outrora amados, damos firmes passos rumo ao eterno prazer do para sempre amor.

Minhas

Damas de honra
Companheiras dos labirintos
Madrinhas dos caminhos
Mães do destino

(i)Responsável

Quem (foi que) disse que a vida é pura tragédia?

Ainda mais surpreendente, quem é o responsável por dizer que a vida é pura comédia?
Respirem, apazigúem-se meus caros. Antes de tudo, o fundamentalismo do oxigênio.

Esse é um grande tema para a razão. Análises e mais análises. Então, onde está nosso Jesus Cristo? Quero meu peixe! Morro de fome, mas, respiro.

A calma, pela calma, pela fauna, pela alma, pelo Zé.

Explosões sentimentais. Isso! É isso que leva um a pensar que é pura tragédia e outro, não menos inconsequente, que é pura comédia.

Dê-me o milagre ou escolherei o Barreiro! Um brinde à vida ucrônica, cínica, tragicômica.

Sabê-lo

Sim, como é bom saber o que quero.

Agora sei que mergulhei de cabeça na piscina alcoólica e lúgubre da inércia corporativa do nosso previsível futuro papai-mamãe.

Posso sentar-me libidinosamente em poltronas imaginárias, as quais insistem em me engolir da maneira mais aveludada possível.

Caem ninhadas de filhotes-filhos e posso prever a minha indiferença quanto à rotina e aos Karlos de minha vida.

Sem mais, desisto. Quero paz, conforto. Rendo-me a políticos corruptos – ou políticos – e a todos os domingos de futebol – ou circo, ou pão.

Empurro com a barriga, mais precisamente, com meu imenso umbigo, todo e qualquer pensamento guevarista desse meu planificado caminho.

Essas certezas limpam a alma. Piso em todas as minhas dúvidas. As enterro. O trabalho de podar possíveis ramos e raízes, deixo para o grande irmão. Que grande amigo!Fácil será morrer na cama, sem remorso, sem saber.